Você busca atrair coisas boas ou evitar coisas ruins?

Pode parecer a mesma coisa, mas não é tão simples assim. Existe uma grande diferença nessas duas premissas e você vai conhece-las nesse artigo, saber as suas maiores diferenças e perceber qual a posição que você tem assumido na sua vida.





O córtex pre frontal, uma pequena parte do seu cérebro logo atrás da testa, desempenha um importantíssimo papel em sua experiencia global de disposição e ânimo.


Um importante neurocientista chamado Richard Davidson ajudou a desenvolver essa ideia que o grau de ativação do córtex pré-frontal de uma pessoa nos diz algo importante sobre a experiencia interior e a perspectiva de vida dela.


As pessoas com uma atividade sistematicamente mais elevada na parte esquerda do córtex pré-fontal são mais ativas, alertas, entusiásticas e joviais; elas desfrutam mais da vida e tem um sentimento mais constante de bem estar.


Em contrapartida, pessoas com mais atividade no córtex pré-frontal direito relatam mais experiências de preocupação, ansiedade e tristeza.


A ideia é que quando nos tornamos adultos nós fundamentamos nossa postura de vida em um desses hemisférios e nos adaptamos até mesmo às circunstancias negativas e positivas mais extremas na vida.


Por exemplo, se você tiver uma inclinação para a infelicidade e ganhar na loteria, poderá ficar eufórico e se animar por um tempo, mas logo que a excitação passar você se tornará uma pessoa rica infeliz.


Por outro lado, se você é um apessoa inclinada para a felicidade e perder um braço, você poderá ficar infeliz por um tempo, mas é muito provável que depois de um período se torne uma pessoa feliz com um só braço.


Richard gostaria de saber se conseguisse mudar o nível de ativação do córtex de uma pessoa também mudaria a perspectiva de vida dela.


Ou seja, se uma pessoa com uma maior ativação no córtex direito com uma perspectiva de vida mais infeliz, começasse a ativar mais o córtex esquerdo sua perspectiva de vida também mudaria para uma vida mais feliz e entusiástica.


E o interesse de Richard pelos monges budistas do Himalaia trouxe essa resposta para ele. E também trouxe muitos monges com mantos marrons para seu laboratório na Universidade de Wisconsin.


Quando estavam meditando, os exímios meditadores apresentavam uma ativação mental no córtex esquerdo nunca visto antes. E quando não estavam meditando a ativação esquerda sobrepunha a ativação do córtex direito.


Mas será que essa regra seria aplicada a meros mortais que de nada sabiam sobre meditação?


Então Richard desenvolveu um estudo com dois grupos de pessoas, um grupo de pessoas que nunca tinham meditado e passaram a praticar a meditação periodicamente todos os dias, e o outro grupo nunca tinha meditado permaneceu sem meditar. E ambos os grupos tinham suas atividades cerebrais medidas com uma certa frequência.


Conclusão:


Após oito semanas de práticas e medições o grupo sujeito a meditação com frequência ficou mais propenso a ''se aproximar'' ao passo que o grupo que não meditou permaneceu mais ''propenso a evitar''.


Essa pesquisa se desenrola para emergência de dois processos neurológicos distintos:


O sistema de evitar e o sistema de aproximar.


O sistema de aproximar nos leva mais a possíveis recompensas. Nosso sentimento e vontade de sermos atraídos a pessoas e situações que nos trazem sensações prazerosas, emoções positivas como alegria e esperança são provenientes desse sistema.


O sistema de evitar por outro lado, nos torna sensíveis a uma possível punição ou um perigo e nos motiva a evitá-lo.O fato de recearmos ser rejeitados por alguém que amamos, insegurança, medo, aversão e ansiedade procede do sistema de evitar.


Davidson mostrou que o sistema de aproximar estava associado ao córtex pré-frontal esquerdo, e o sistema de evitar ao córtex pré-frontal direito.


Esses dois sistemas são de enorme valor para o desenvolvimento saudável do ser humano, ambos desempenham papéis fundamentais evolucionários. Tanto para aproximação do que é bom e prazeroso quanto afastamento do uma possível ameaça.


No entanto, a genética e as experiencias individuais podem distorcer esses mecanismos, e na condição de um adulto com um hemisfério direito hiperativo, tende a desenvolver uma tendencia cronica à eversão, ansiedade, insegurança e possivelmente depressão.


A prática da meditação na experiencia de oito semanas com os dois grupos mostrou-se capaz de reverter esse desequilíbrio tornando as pessoas mais propensas à aproximação, às experiencias positivas como alegria e esperança.


O Autoconhecimento é a chave.




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Victor Maroto Aguiar Santos

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